A diferença no topo da tabela de pilotos é ainda de 91 pontos. Norris não parece preocupado com isso.
«Ele é que deve sentir a pressão, isso é certo. Isso resolve-se em duas corridas… ou dez», disse Norris à Sky Sports, depois de pôr fim ao jejum de vitórias da McLaren no Hungaroring, a 26 de julho.
A frase saiu com um grande sorriso, segundo o relato do GPblog sobre a entrevista. A mensagem sobre o seu próprio estado de espírito foi mais direta.
«A pressão está sobre ele, sem dúvida. Não há pressão sobre mim. Tenho-me sentido muito confiante», afirmou na mesma ronda de entrevistas.
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O teto da McLaren ainda não foi atingido
Norris bateu Max Verstappen por mais de 15 segundos na Hungria e classificou-o como o melhor ritmo de corrida da sua carreira.
«O meu ritmo hoje foi provavelmente um dos melhores que alguma vez tive», disse à Formula1.com. «O carro foi maravilhoso de conduzir e senti-me muito confiante.»
A vitória colocou-o em quinto na classificação de pilotos, com 128 pontos, segundo a classificação pós-Hungria do News.GP. Antonelli lidera a tabela com 219, Lewis Hamilton é segundo com 169 e George Russell terceiro com 160. Charles Leclerc está em quarto com 138, à frente de Norris e, depois, de Verstappen, com 109.
Esse é o problema estrutural da tese da «luta pelo título»: três pilotos estão entre Norris e o líder. O que tem a seu favor é o carro mais rápido do momento e ainda 12 corridas por disputar.
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«Só precisamos de ser perfeitos daqui em diante durante todo o ano», disse Norris à Sky Sports. «Ainda temos de melhorar o carro.»
A Mercedes está a deixar escapar resultados
A Mercedes venceu oito das primeiras 11 corridas de 2026, mas continua a perder pódios por culpa dos seus próprios erros operacionais, como expôs o Planet F1. Antonelli chegou ao fim de semana húngaro com uma penalização de três lugares na grelha por não ter reduzido a velocidade sob bandeiras amarelas na Q3, após o pião de Verstappen. Russell teve de lidar com uma fuga de água na qualificação e uma falha do anti-stall no arranque da corrida.
Norris apresentou o padrão como a abertura de que precisava.
«Eles cometeram mais erros enquanto equipa e nós cometemos menos e temos vindo em força», afirmou. «Mas espero que continuem a ganhar corridas e espero que nós ganhemos mais corridas.»
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Zandvoort é o primeiro teste à frase
O campeonato regressa com o Grande Prémio dos Países Baixos, em Zandvoort, de 21 a 23 de agosto, um fim de semana de sprint e a última edição da corrida ao abrigo do atual contrato. Se Norris levar o ritmo da Hungria para um circuito onde a Mercedes tem historicamente tido dificuldades com a temperatura dos pneus, a sua provocação das «duas corridas… ou dez» exigirá que Antonelli lhe responda em pista, e não numa sala de imprensa.
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