O vencedor da Daytona 500 de 1989 foi diagnosticado com Degenerescência Frontotemporal (FTD), complicada por uma possível Encefalopatia Traumática Crónica (CTE), anunciou a família num comunicado inicialmente partilhado com a FOX Sports na quarta-feira.
A ligação estabelecida pela família foi direta: as doenças resultam «provavelmente de lesões sofridas durante a sua carreira no automobilismo», escreveram Stevie, mulher de Darrell Waltrip, e as filhas do casal. Os sintomas mantêm-se, para já, limitados.
«Embora esta doença vá inevitavelmente progredir, felizmente, encontra-se atualmente limitada a alguns sintomas menores percetíveis.»
«Podem ter a certeza de que Darrell está feliz e, de resto, com saúde, passando o tempo com a mulher, Stevie, as duas filhas e os três netos pequenos.»
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O comunicado terminou com a assinatura televisiva de Waltrip: «Boogity! Boogity! Boogity!»
O que é a FTD
A FTD ataca os lobos frontal e temporal do cérebro e, ao contrário do Alzheimer, tende a afetar a personalidade, o comportamento, a linguagem e o movimento antes de atingir a memória. A doença ganhou maior atenção pública quando o ator Bruce Willis foi diagnosticado com ela em 2023.
A Association for Frontotemporal Degeneration estima que entre 50.000 e 60.000 norte-americanos vivem com uma perturbação de FTD. Não existe tratamento aprovado nem cura, e a esperança de vida após o diagnóstico situa-se habitualmente entre sete e 13 anos.
Uma carreira que marcou uma geração da NASCAR
Waltrip conquistou três campeonatos da NASCAR Cup Series (1981, 1982, 1985) e encerrou a carreira ao volante com 84 vitórias na Cup, quinto lugar na lista de sempre, em 809 partidas, nono de sempre. Entre os seus triunfos contam-se a Daytona 500 de 1989, a Southern 500 de 1992 e um recorde de cinco vitórias na Coca-Cola 600.
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Retirou-se da competição a tempo inteiro depois da temporada de 2000 e passou para a cabina de transmissão, onde trabalhou como analista principal da Cup Series na FOX Sports desde a Daytona 500 de 2001 até 2019, 19 temporadas consecutivas. Em 2012, tornou-se membro do Hall of Fame da NASCAR.
Afastar-se, sem desaparecer
«Vai afastar-se ainda mais do olhar público», escreveu a família, agradecendo aos apoiantes de Waltrip a sua «contínua oração, amor e apoio».
Não foi divulgada qualquer agenda de aparições públicas por cumprir. A família disse que Waltrip passa atualmente o tempo em casa com Stevie, as duas filhas e os três netos pequenos.
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