O Presidente da FIFA, Gianni Infantino, foi formalmente notificado pela UEFA, exigindo a preservação de todos os documentos relacionados a um controverso e falhado plano de investimento privado para o Mundial. O órgão dirigente europeu indicou que o não cumprimento poderá levar a ações legais, de acordo com relatos do Telegraph, citados por Mario Nawfal.
A advertência formal estende-se para além de Infantino, visando também Joshua Kushner, Greg Maffei, JP Morgan e OpenEconomic. O amplo alcance da UEFA sublinha a seriedade com que encara o esquema abandonado, que envolvia a procura de investimento privado para o Mundial.
Ameaças legais e discussões sobre destituição
A UEFA estará a considerar uma vasta gama de respostas, incluindo ações judiciais, arbitragem e queixas regulatórias relativas a todo o esquema de investimento. Esta postura agressiva surge apesar de Infantino já ter “matado” a ideia de investimento privado, uma decisão que se seguiu a uma pressão significativa e ameaças de boicote ao Mundial por parte das federações europeias de futebol.
O foco atual da UEFA parece ser a responsabilização e a transparência relativamente ao desenvolvimento e gestão do plano. A situação escalou a ponto de os responsáveis da UEFA estarem “a falar abertamente sobre a sua destituição”, indicando uma profunda rutura nas relações e na confiança entre as duas principais organizações de futebol.
A controvérsia decorre do “plano falhado de venda do Mundial”, que procurava introduzir capital privado no torneio mais prestigiado do desporto. Embora o plano em si tenha sido abandonado, a exigência da UEFA por documentação e a sua consideração de vias legais sugerem uma preocupação profunda com os processos e as partes envolvidas na sua conceção e execução.
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