A notável campanha de Erling Haaland na Copa do Mundo terminou no banco de reservas, com a Noruega sofrendo uma derrota por 2 a 1 para a Inglaterra na prorrogação, em Miami.
O atacante foi substituído no intervalo da prorrogação, após ter dificuldades para influenciar as quartas de final. Foi a primeira partida de sua Copa do Mundo de estreia em que ele não conseguiu marcar.
Andreas Schjelderup havia dado a vantagem à Noruega, mas Jude Bellingham empatou nos acréscimos do primeiro tempo antes de marcar o gol da vitória aos três minutos da prorrogação. Haaland permaneceu em campo pelos primeiros 15 minutos do período adicional, mas não conseguiu continuar.
Dixon critica a movimentação de Haaland
A atuação de Haaland recebeu uma avaliação contundente do ex-zagueiro da Inglaterra, Lee Dixon, durante a transmissão da ITV.
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Citado pela TV 2 Sport, Dixon argumentou que o atacante do Manchester City não havia feito o suficiente para justificar estar exausto no momento de sua substituição.
“Ele não se desgastou exatamente. Mal se moveu durante todo o jogo. É o único jogador no mundo que consegue jogar assim e sair impune. Se você fosse companheiro de equipe dele, ficaria louco”, disse Dixon.
A crítica refletiu o envolvimento limitado de Haaland. De acordo com o relatório do jogo da Sky Sports, ele registrou apenas dois chutes antes de deixar o campo, embora a Noruega também não tenha aproveitado ao máximo as situações em que ele havia encontrado posições promissoras.
O exemplo mais claro surgiu pouco antes do gol de empate da Inglaterra. Alexander Sørloth avançou com Haaland disponível no centro, mas optou por chutar em vez de passar, permitindo que a Inglaterra se salvasse.
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Solbakken explica a substituição
O técnico da Noruega, Ståle Solbakken, rejeitou a sugestão de que Haaland simplesmente não havia se esforçado. Ele disse que o atacante estava fisicamente esgotado pelo torneio e também havia sofrido uma pancada na coxa durante o segundo tempo.
“Não foi uma decisão difícil substituí-lo. Ele estava completamente exausto. Talvez eu devesse tê-lo tirado dez minutos antes. Ele fez uma Copa do Mundo fantástica. Ele se esvaziou de energia e força jogo após jogo”, disse Solbakken ao Aftonbladet.
“Além disso, ele sofreu uma contusão na coxa no segundo tempo, e junto com a fadiga, isso significava que ele não tinha mais nada a dar. Ele fez tudo o que pôde, mas teve um pouco de azar em algumas situações.”
Um relatório da talkSPORT sobre a condição de Haaland também observou que ele parecia fisicamente diminuído e confirmou a explicação de Solbakken de que a fadiga e uma perna dormente contribuíram para a substituição.
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Condições de Miami cobram seu preço
A partida foi disputada em condições extenuantes, com temperaturas de aproximadamente 33°C e umidade de 65% por volta do início do jogo.
De acordo com o relato do The Guardian sobre as quartas de final, o calor afetou o ritmo e impôs um severo desgaste físico a ambas as equipes durante toda a noite.
Haaland reconheceu que a umidade tornou a partida particularmente exigente, mas recusou-se a usá-la como desculpa.
“Estou completamente acabado, serei honesto sobre isso. Foi difícil com a umidade aqui, mas isso não é algo que devemos culpar”, disse ele ao Aftonbladet.
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O técnico da Inglaterra, Thomas Tuchel, também sentiu que o atacante havia atingido seu limite físico.
“Acho que ele teve dificuldades com o jogo físico por um longo período. Pude ver que não havia outra escolha, porque vi como ele lutava. Mas, fundamentalmente, não é meu lugar interferir”, disse Tuchel.
Sete gols em uma campanha histórica
A discreta aparição final de Haaland não deve ofuscar sua contribuição mais ampla para o torneio da Noruega.
O jogador de 25 anos havia marcado sete gols em suas primeiras quatro aparições, incluindo dois contra o Iraque, dois contra o Senegal, o gol da vitória contra a Costa do Marfim e um ‘brace’ tardio que eliminou o Brasil.
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Conforme detalhado na análise da FIFA sobre seus gols, ele teve uma média de um gol a cada 51 minutos antes das quartas de final e se tornou o jogador mais prolífico em sua estreia na Copa do Mundo desde que o polonês Grzegorz Lato marcou sete vezes em 1974.
Haaland encerrou a competição com sete dos 13 gols da Noruega. Suas atuações ajudaram o país a vencer suas primeiras partidas eliminatórias da Copa do Mundo e a chegar às quartas de final pela primeira vez.
A Inglaterra, em última análise, conseguiu mantê-lo afastado das áreas decisivas, mas o progresso da Noruega até as quartas de final teria sido difícil de imaginar sem ele.



