Novak Djokovic não precisou de muito tempo para apontar a razão da sua eliminação na segunda ronda em Cincinnati.
Derrotado por 2-6, 6-4, 6-4 pelo argentino Thiago Agustín Tirante no sábado, o 24 vezes campeão do Grand Slam sentou-se com os jornalistas no final e revelou um problema de saúde que, segundo diz, o acompanha há anos.
«É apenas uma condição que tenho, a nível de saúde, que me tem incomodado nos últimos anos», disse Djokovic, sem nomear nem pormenorizar o problema.
«Muitos problemas, sobretudo quando está húmido e quente.»
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Um terceiro jogo brutal e um tempo médico
O Ohio ofereceu bastante dos dois. Djokovic venceu o primeiro set por 6-2 e começou depois a ceder no segundo. Um terceiro jogo que se prolongou por 18 minutos, nove iguais e quatro break points salvos pareceu quebrá-lo e, imediatamente a seguir, pediu um tempo médico, com o fisioterapeuta e depois um médico a entrarem no court com toalhas geladas.
Entre pontos, ficou de gatas. A dada altura pareceu vomitar para dentro de uma toalha. Tirante, argentino de 25 anos, quebrou o serviço para o 5-4 no set decisivo e fechou o maior resultado da sua carreira em quase duas horas e 45 minutos.
«Esta é a maior vitória da minha carreira», afirmou Tirante. «Fiz mesmo um bom trabalho dentro do court.»
Djokovic aponta para um problema que se arrasta há anos
Djokovic não avançou com diagnóstico nem com prazos, apenas que o problema se agudiza com o calor e a humidade e que o acompanha há anos. Deixou também entender que o encontro de sábado pode ter sido a sua última presença em Cincinnati.
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«Parece que, infelizmente, não voltarei a jogar aqui», disse o sérvio.
A escolha das palavras é marcante vinda de um jogador que sempre tratou Cincinnati como paragem habitual na preparação para o US Open, e chega num momento em que o último Grand Slam do ano está quase à porta.
Treze dias para Flushing Meadows
O quadro principal do US Open começa a 30 de agosto no USTA Billie Jean King National Tennis Center, em Nova Iorque. Djokovic chega ao último Grand Slam do ano sem qualquer vitória de aquecimento no currículo.
Cincinnati foi o seu primeiro encontro oficial desde a derrota na meia-final de Wimbledon frente a Jannik Sinner, há mais de um mês. Tem agora menos de duas semanas para recuperar e recompor-se, à procura de um 25.º título do Grand Slam que alargaria o recorde, com um problema que acaba de admitir ao mundo agravar-se precisamente nas condições que Nova Iorque costuma oferecer no final de agosto.
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