Gauff assume rapidamente o controlo
A final entre duas norte-americanas teve uma jogadora claramente mais confortável desde o início.
Gauff atacou o serviço de Pegula, defendeu com enorme profundidade e obrigou a compatriota a jogar repetidamente uma bola extra. Segundo a reportagem do Guardian sobre a final de Cincinnati, terminou a partida com uma vitória por 6-2 e 6-4, garantindo o segundo título da carreira no torneio.
O primeiro set foi especialmente convincente. Gauff controlou a maior parte das trocas longas e conseguiu evitar os períodos de instabilidade no serviço que tinham complicado muitos jogos durante a temporada anterior.
Pegula reagiu na segunda parcial e obrigou a adversária a trabalhar mais, mas Gauff continuou a jogar melhor nos pontos importantes e fechou o encontro sem precisar de um terceiro set.
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Foi o primeiro título de Gauff em 2026 e o quarto WTA 1000 da carreira.
Dez sets consecutivos
O torneio começou, curiosamente, com dificuldades.
Liudmila Samsonova ganhou o primeiro set diante de Gauff e colocou a norte-americana imediatamente sob pressão.
Depois disso, Gauff não voltou a perder uma parcial.
Foram dez sets consecutivos antes da final.
A sequência possui importância adicional devido ao calendário. Cincinnati acontece imediatamente antes do US Open e coloca as melhores jogadoras diante de adversárias de elite enquanto todas tentam também controlar o desgaste físico antes do último Grand Slam do ano.
Gauff conseguiu manter intensidade e consistência durante toda a semana.
A velocidade continua a permitir-lhe transformar posições defensivas em ataques, mas o desenvolvimento mais interessante aparece no serviço. Durante 2025, esse era precisamente o golpe que mais frequentemente colocava a norte-americana em dificuldades.
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Existe também uma coincidência difícil de ignorar.
Gauff ganhou Cincinnati pela primeira vez em 2023 e, algumas semanas depois, conquistou o US Open.
Três anos mais tarde, voltou a completar a primeira parte desse percurso.
Serviço passou por reconstrução
Durante grande parte de 2025, as duplas faltas tornaram-se um dos principais problemas do jogo de Gauff.
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Elas apareciam com frequência especialmente nos momentos de pressão e podiam transformar rapidamente um único erro num game perdido.
Antes do US Open de 2025, Gauff começou a trabalhar com o especialista em biomecânica Gavin MacMillan para reconstruir a mecânica.
O objetivo não era apenas ajustar o lançamento da bola.
O trabalho procurava criar um movimento mais fácil de repetir quando a tensão aumentava. Não se tratava de eliminar completamente os erros, mas de impedir que uma falha provocasse uma sequência inteira de problemas.
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Cincinnati mostrou sinais claros desse progresso.
Gauff já possuía uma das melhores defesas do circuito, enorme mobilidade e um backhand capaz de enfrentar ritmo elevado.
Com um serviço mais controlado, precisa de defender muito menos pontos que começa imediatamente em desvantagem.
O contexto muda completamente para Nova Iorque
O momento da conquista é particularmente importante.
O calendário oficial do US Open confirma que o quadro principal de simples começa em 30 de agosto. Isso deixa menos de uma semana entre a final de Cincinnati e a estreia em Nova Iorque.
A prioridade será recuperar fisicamente.
Em termos competitivos, Gauff já conseguiu o que precisava antes do Grand Slam.
Conquistou o primeiro título da temporada, venceu dez sets consecutivos depois de perder a primeira parcial do torneio e derrotou Pegula em dois sets na final.
Em 2023, ganhar Cincinnati foi o último grande passo antes do primeiro título de Grand Slam da carreira.
Agora volta ao US Open com o mesmo troféu na bagagem, mas com três anos adicionais de experiência e um serviço muito mais estável do que aquele que a preocupava na temporada passada.



