Ronaldinho aterrou no aeroporto de Forlì na quinta-feira, percorreu o curto trajeto até Ravena e, na sexta-feira à noite, subia a um palco na praia adriática de Marina di Ravenna, diante de um clube da Serie C que a maior parte do mundo do futebol nem sequer saberia nomear há uma semana.
O antigo médio-ofensivo do Barcelona e do AC Milan, campeão do Mundial de 2002 e vencedor da Ballon d’Or de 2005, não disputa um jogo profissional desde que alinhou pelo Fluminense em setembro de 2015. Aos 46 anos, volta a constar de uma ficha de equipa, oficialmente registado como jogador do Ravenna FC by Cipriani após ter assinado em junho.
O relvado que agora vai pisar está muito longe do Camp Nou ou de San Siro. O Ravenna terminou em terceiro no Grupo B da Serie C na época passada e não joga na Serie B desde 2007-08.
«Se marcar o meu 300.º, será ainda mais bonito»
Ronaldinho chegou, pelas suas próprias palavras, mais como amigo do projeto do que como contratação.
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«Estou muito feliz por estar aqui com amigos, temos uma equipa que pode fazer algo de bom», disse à multidão de Marina di Ravenna, segundo uma notícia distribuída pela France24.
«Se conseguisse marcar o meu 300.º golo, seria ainda mais bonito.»
A marca dos 300 golos é o gancho emocional de toda a operação. Ronaldinho não confirmou quantos minutos, ou quantos jogos, vai efetivamente disputar; essa decisão, sugeriu, não é dele.
«Não sei, isso depende do presidente, do treinador», disse aos adeptos. «Vim para aqui pela amizade que temos. Esperemos que a equipa faça uma boa época. Estou aqui para ajudar.»
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O clube de infância de Cipriani, um ídolo brasileiro
O presidente em causa é Ignazio Cipriani, o empresário da restauração ítalo-americano que assumiu o comando do Ravenna em 2024 e transformou o brasileiro na peça central de uma aposta mais ampla de marca em torno do seu clube de infância. Quando o negócio foi anunciado em junho, Ronaldinho explicou-o à sua maneira.
«Novas cores, o mesmo sorriso. Mal posso esperar para dançar com a bola e escrever uma bela nova história com Ignazio Cipriani e a família Cipriani», disse no comunicado do próprio clube.
Ao falar com jornalistas à chegada a Itália, Ronaldinho regressou a essa motivação. «Vim para aqui para ajudar, para entusiasmar os outros jogadores, para jogar uma época», disse ao Corriere dello Sport em italiano, acrescentando que a amizade com Cipriani e com o antigo diretor do Milan Ariedo Braida, integrado na estrutura do Ravenna, foi decisiva para o convencer.
Fora da estreia frente ao Reggiana
O brasileiro não vai estar em campo quando o Ravenna iniciar a época da Serie C na visita ao Reggiana, na segunda-feira. Ainda não há data marcada para a estreia. O que já está definido é a imagem: um vencedor da Ballon d’Or de 46 anos, numa praia italiana, a prometer mais um golo.
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