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Egito alega ‘injustiça’ e favoritismo da FIFA após eliminação na Copa do Mundo

O Egito alega ‘injustiça flagrante’ e favoritismo da FIFA em relação à Argentina após a derrota por 3 a 2 nas oitavas de final da Copa do Mundo.

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De acordo com The National, o Egito lançou um ataque contundente contra a FIFA e os árbitros da partida, alegando “injustiça flagrante” e favoritismo em relação à Argentina e Lionel Messi após a dramática derrota por 3 a 2 nas oitavas de final da Copa do Mundo FIFA.

Conforme noticiado por The National, o Egito cedeu uma vantagem de 2 a 0 nos momentos finais, enquanto a Argentina marcou três vezes nos últimos 14 minutos para garantir sua vaga nas quartas de final. No entanto, a partida foi ofuscada por controvérsia após uma série de decisões arbitrais contestadas envolvendo o árbitro francês Francois Letexier.

O maior ponto de discórdia surgiu quando Mostafa Zico parecia ter ampliado a vantagem do Egito, apenas para o VAR intervir e anular o gol por uma falta em Lisandro Martinez no início da jogada. A frustração do Egito intensificou-se mais tarde na partida quando os árbitros supostamente se recusaram a revisar uma jogada semelhante em Mohamed Salah dentro da área argentina pouco antes de Enzo Fernandez marcar o dramático gol da vitória nos acréscimos.

Falando após a partida, o técnico do Egito, Hossam Hassan, questionou se interesses comerciais haviam influenciado o resultado.

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“Tínhamos o direito de vencer e não quero dizer ‘azar’ para nós – não, saímos com honra, mas o resultado final está muito longe do ‘fair play’ de que a Fifa fala”, disse Hassan à beIN Sports, de acordo com The National.

Ele acrescentou: “Talvez seja uma questão de marketing. Talvez queiram manter os atuais campeões da Copa do Mundo na competição; querem manter [Lionel] Messi na competição.”

Mostafa Zico também condenou a arbitragem, acusando o árbitro de tratamento injusto durante toda a partida.

“O árbitro não é justo. Ele é injusto; é uma injustiça flagrante. Ele está jogando fora o trabalho árduo de uma nação inteira. Desde o início da partida, ele estava contra nós, como se fosse inaceitável estarmos vencendo a Argentina por 2 a 0. O torneio é manipulado”, disse Zico, conforme citado por The National.

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De acordo com The National, as críticas se estenderam para além do campo egípcio. O ex-internacional egípcio Mohamed Aboutrika questionou a credibilidade da FIFA, referenciando a controvérsia em torno da suspensão do cartão vermelho do atacante americano Folarin Balogun após intervenção do então presidente dos EUA, Donald Trump, descrevendo o tratamento da FIFA para tais assuntos como “jogo de telefone”.

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O ex-atacante do Egito e do Tottenham, Mido, também sugeriu que considerações financeiras podem ter influenciado os acontecimentos, argumentando que a FIFA teria arriscado perder uma receita significativa de patrocínio se a Argentina e Messi tivessem sido eliminados do torneio.

Apesar da derrota dolorosa, o goleiro Mostafa Shobeir emergiu como um dos destaques do Egito. Conforme destacado por The National, ele terminou o torneio com 14 defesas e se tornou apenas o quinto goleiro na história da Copa do Mundo a defender dois pênaltis em um único torneio, excluindo disputas de pênaltis.

A derrota também gerou novas especulações sobre o futuro internacional de Mohamed Salah. No entanto, Aboutrika pediu ao atacante do Liverpool para não tomar decisões precipitadas.

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“Calma. Precisamos de você. Temos uma Copa Africana de Nações e outra Copa do Mundo chegando. Esqueça essa conversa de ‘última dança’. O Egito não produz um Mohamed Salah todos os dias. Então ele não deve tomar decisões precipitadas”, disse Aboutrika, de acordo com The National.

A dramática eliminação do Egito na Copa do Mundo gerou um debate renovado sobre os padrões de arbitragem, a consistência do VAR e a influência de interesses comerciais no futebol internacional. Enquanto a Argentina avança para as quartas de final, as consequências do controverso confronto continuam a dominar as manchetes.

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