Gianni Infantino

Futuro de Infantino na FIFA fica em perigo

Gianni Infantino enfrenta um dos momentos mais delicados da presidência depois de Aleksander Ceferin questionar publicamente a sua liderança e admitir que poderá surgir um candidato rival.

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Ceferin aumenta a pressão

A batalha política no topo do futebol mundial já ultrapassou claramente a discussão sobre um projeto comercial fracassado. Segundo a reportagem do The Guardian sobre a crescente disputa de poder dentro da FIFA, Aleksander Ceferin classificou o abandonado projeto FIFA Forward Enterprise como “ainda pior do que o plano da Superliga”. A proposta pretendia abrir interesses comerciais ligados às competições da FIFA, incluindo o Mundial, ao investimento privado e foi retirada no início de agosto depois de forte oposição.

A intervenção de Ceferin tem peso especial porque a UEFA já não está apenas a criticar uma decisão específica. A entidade europeia tornou-se parte de uma contestação mais ampla à liderança de Infantino, enquanto a Concacaf e a Confederação Asiática também exigem mudanças na forma como a FIFA é governada. Aquilo que começou como uma disputa financeira transformou-se gradualmente numa questão sobre a autoridade política do presidente.

Federações nórdicas juntam-se à revolta

A pressão aumentou ainda mais no domingo, quando Dinamarca, Suécia, Noruega, Finlândia, Islândia e Ilhas Faroé divulgaram uma rara declaração conjunta. Segundo a reportagem da Associated Press sobre a posição das federações nórdicas, as seis associações afirmaram ter “perdido a confiança” em Infantino e pediram uma investigação externa totalmente independente ao projeto fracassado.

Os países também exigiram garantias mais fortes para impedir que interesses privados ganhem influência sobre competições ou sobre a própria governação da FIFA. Para uma organização cujo presidente depende do apoio de 211 federações nacionais, uma oposição pública e coordenada de seis membros é difícil de tratar como simples protesto isolado.

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Uma verdadeira batalha eleitoral pode surgir

Ceferin sugeriu agora que Infantino deverá enfrentar um adversário caso procure novo mandato na eleição presidencial prevista para março. O presidente da UEFA descartou uma candidatura própria, embora vários dirigentes já sejam discutidos como possíveis alternativas.

Infantino continua a possuir apoio significativo, sobretudo entre federações menores beneficiadas pelos programas de desenvolvimento da FIFA. A oposição, porém, mudou de dimensão. Está mais organizada, internacional e pública.

Se surgir um candidato credível, a próxima eleição poderá tornar-se muito mais aberta do que parecia há poucas semanas.

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