Ricardo Quaresma

Quaresma sobre Portugal: “O melhor é que eu pare por aqui, senão vou dizer coisas das quais me arrependerão mais tarde”

Ricardo Quaresma criticou duramente a campanha de Portugal no Mundial, questionando o desempenho da equipa e a gestão de Roberto Martínez.

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Uma noite dolorosa em Dallas

A eliminação de Portugal no Mundial rapidamente se transformou num inquérito nacional.

A Seleção foi eliminada pela Espanha nos oitavos de final após uma derrota por 1-0 em Dallas, um resultado que também marcou o fim da passagem de Roberto Martínez como selecionador.

Mas as críticas não pararam no resultado.

De acordo com o AS, o antigo extremo de Portugal Ricardo Quaresma fez uma avaliação furiosa da campanha da equipa, questionando tanto o nível de desempenho quanto a ideia de que este era um dos elencos mais fortes da história do país.

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“Toda a gente dizia que esta era a melhor equipa da história de Portugal, mas em que sentido? O que é que eles ganharam?”, disse Quaresma.

“Voltamos para casa de cabeça baixa”

Quaresma, que venceu o Euro 2016 com Portugal, argumentou que a equipa falhou em todo o campo.

Ele disse que o meio-campo de Portugal continha “grandes jogadores” e “muito talento”, mas que tinha sido fraco no torneio. Também criticou o ataque e a defesa, antes de acrescentar: “O melhor é que eu pare por aqui, senão vou dizer coisas das quais me arrependerão mais tarde.”

O tom refletiu a frustração em Portugal depois de mais um grande torneio ter terminado sem que o país transformasse a qualidade individual numa campanha profunda.

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A derrota para a Espanha foi particularmente difícil de aceitar porque Portugal raramente pareceu ter o controlo. Quaresma afirmou que a Espanha ditou o ritmo do jogo do início ao fim, acelerando e desacelerando o jogo como quis.

Confronto com Rúben Dias

As críticas de Quaresma também levaram a uma troca de palavras tensa com Rúben Dias.

Dias defendeu a ideia de que jogar bem é mais do que apenas talento individual, argumentando que uma equipa precisa de paciência, equilíbrio e controlo da bola.

Quaresma rebateu, dizendo que Portugal deveria ter aproveitado melhor os jogadores capazes de quebrar linhas defensivas.

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“Temos Rafael Leão, Neto, Conceição, que podem ir um contra um e desequilibrar o adversário”, disse Quaresma. “Não é só ter posse de bola. É preciso jogar mais para a frente.”

Dias rejeitou essa visão como demasiado simplista, dizendo que era errado sugerir que Portugal tinha evitado essa abordagem por escolha. Quaresma respondeu: “Aqui, ninguém está a enganar as pessoas.”

Martínez também sob fogo

Quaresma foi igualmente direto em relação a Martínez.

Ele disse que não entendeu algumas das substituições e afirmou que o treinador espanhol nunca o tinha convencido durante a sua passagem por Portugal.

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“Estou farto de o dizer, mas Martínez nunca me impressionou”, disse Quaresma. “Desde que Martínez chegou, não vi a seleção jogar um bom jogo. Essa é a realidade.”

De acordo com o Yahoo Sports, Martínez demitiu-se após a derrota para a Espanha, dizendo que “não fazia sentido continuar” depois de não ter conseguido atingir o objetivo que se tinha proposto.

Essa decisão significa que Portugal deve agora iniciar um novo ciclo após um torneio que terminou muito antes do esperado.

Uma equipa com questões difíceis

Portugal chegou ao Mundial com um elenco repleto de nomes de elite e a crença genuína de que este poderia ser o seu momento.

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Em vez disso, saem com questões sobre identidade, táticas e se a equipa alguma vez encontrou o equilíbrio entre controlo e liberdade ofensiva.

As palavras de Quaresma foram emotivas, mas ecoaram uma frustração mais ampla.

Para Portugal, a desilusão não é apenas ter perdido para a Espanha. É que, com tanto talento disponível, raramente pareceram uma equipa pronta para vencer o torneio.

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