Lewis Hamilton não escapou à fundamentação da FIA depois do encontrão na primeira volta de domingo com o colega de equipa da Ferrari, Charles Leclerc, na Cidade do México.
Os comissários aplicaram a Leclerc uma penalização de cinco segundos por sair de pista e obter uma vantagem duradoura na curva 4 logo na volta inicial, mas reduziram para metade o que normalmente seria uma sanção de dez segundos. A razão, escreveram os comissários, foi que a própria saída de pista de Hamilton pela linha interior alimentou diretamente o incidente.
«Como atenuante está o facto de o carro 44 também estar fora de pista pelo interior do carro 16, e isto ocorreu logo no início da primeira volta», lia-se na decisão dos comissários.
Hamilton não aceitou a decisão em silêncio. Pela rádio de equipa, disse à Ferrari que os comissários estavam «basicamente a entregar esta vitória ao Charles».
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O choque alimentou uma discussão maior dentro da Ferrari. O chefe de equipa Fred Vasseur disse aos jornalistas que a colisão se resumia a «uma questão de respeito» e foi direto quanto ao custo: «O resultado é que tínhamos uma vitória nas nossas mãos. Estávamos em primeiro e segundo no México», afirmou após a corrida. Verstappen venceu à frente de Hamilton e Antonelli, com Leclerc em quarto depois de cumprir a penalização.
Antonelli escolhe o sentimento em vez da tradição
Do outro lado do paddock, a Mercedes tinha uma história diferente para gerir. Kimi Antonelli, que selou o título de pilotos com o terceiro lugar no Autódromo Hermanos Rodríguez, disse aos jornalistas que não vai usar o número um na próxima época.
O italiano de 20 anos, o mais jovem campeão do mundo da Fórmula 1, disse que vai manter o número 12 em 2027.
«Vou manter o número 12 porque, obviamente, é um número muito especial para mim.»
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«Sinceramente, sou muito supersticioso, e o número um nunca foi um bom número para mim. Sempre que o [usei], correu-me extremamente mal.»
O número tem um peso para Antonelli que vai além da sua própria história. O último piloto de F1 a conquistar um campeonato do mundo com o 12 foi Ayrton Senna, pela McLaren em 1988. Antonelli apontou várias vezes o brasileiro como o seu ídolo e disse que vai correr com um capacete especial alusivo a Senna no Grande Prémio do Brasil.
Primeiro campeão italiano em 73 anos
O título de Antonelli põe fim a uma das maiores esperas de Itália no desporto. É o primeiro piloto italiano a ser sagrado campeão do mundo de Fórmula 1 em 73 anos, segundo a Reuters, desde a série de títulos de Alberto Ascari no início da década de 1950.
O chefe de equipa da Mercedes, Toto Wolff, apresentou o título do seu jovem piloto tanto em termos de carácter como desportivos. «Ele representa o piloto moderno de Fórmula 1 pela humildade, integridade, lealdade e respeito, não apenas pelo talento», disse Wolff à Reuters.
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A próxima corrida é em Interlagos, para o Grande Prémio do Brasil, onde Antonelli levará o capacete de homenagem a Senna para o circuito batizado com o nome do compatriota e rival de Senna.



